Dinheiro de propina ficou em sala de candidato a deputado, diz delator Valor arrecadado era guardado em sala comercial em Londrina, no Paraná. Delator diz que cargos na Receita eram indicados por parente de Richa.

Posted On 18/05/2015

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18/05/2015 15h37 – Atualizado em 18/05/2015 15h37

Dinheiro de propina ficou em sala de candidato a deputado, diz delator

Valor arrecadado era guardado em sala comercial em Londrina, no Paraná.
Delator diz que cargos na Receita eram indicados por parente de Richa.

Do G1 PR, com informações da RPC Londrina

O dinheiro arrecadado de propina por auditores fiscais da Receita Estadual de Londrina, no norte do Paraná, era guardado em uma sala comercial da cidade, diz o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza em acordo de delação premiada. O local pertence a um fiscal da Receita que foi candidato a deputado estadual pelo PSB, partido que integrou a coligação de reeleição do governador Beto Richa (PSDB).

Ainda conforme a delação de Souza, parte do valor recebido no esquema de corrupção foi destinado para a reeleição de Richa. Em um vídeo divulgado no Facebook, o governador se defendeu da denúncia. Já o PSDB, partido do governador, nega as acusações.

De acordo com o depoimento, a sala está em nome do próprio auditor Luiz Antônio de Souza, mas na verdade pertence a outro auditor, Milton Digiacomo. O fiscal não foi localizado para comentar o caso. Ele não foi denunciado pelo Gaeco na Operação Publicano, mas foi citado em depoimentos.

Digiacomo foi candidato a deputado estadual nas eleições de 2014 pelo PSB, partido que integrou a coligação da campanha de reeleição de Beto Richa. Ele teve apenas 655 votos e não foi eleito.

O advogado de Souza, Eduardo Duarte Ferreira, disse que, segundo o cliente, Digiacomo foi indicado para o cargo de inspetor da Receita Estadual pelo empresário Luiz Abi Antoun, parente de Beto Richa.

Ainda de acordo com Ferreira, Antoun venceu uma disputa política para indicar os cargos de chefia na Receita Estadual em Londrina.

“Foi ele [Antoun] quem fez a indicação para a nomeação do então delegado [Regional da Receita Estadual] Márcio de Albuquerque Lima, numa briga de bastidores políticos entre ele mesmo e o ex-secretário [estadual da Fazenda], o deputado federal Luiz Carlos Hauly [PSDB], que gostaria que outra pessoa fosse o delegado, mas que venceu a indicação política de Luiz Abi, para indicação de Márcio de Albuquerque Lima para a delegacia [Regional da Receita Estadual] de Londrina, e de Milton para a Inspetoria Geral local”, diz o advogado do delator.

Outro lado
Em entrevista à RPC, o deputado federal Luiz Carlos Hauly negou que tenha havido disputa para a indicação do delegado da Receita Estadual em Londrina. Conforme o deputado, as indicações dos cargos foram feitas pelo governador. Hauly negou ainda qualquer tipo de relação com Luiz Abi Antoun.

“Era uma discussão mais técnica e também política, na época em que foram feitas as nomeações no estado. Seguia sempre uma orientação de que todas as indicações iam para o Palácio, para  Casa Civil, e de lá é que o governo fazia as indicações”, diz Hauly.

O deputado contou ainda que os nomes de quem deveria assumir os cargos de delegado e de inspetor regional partiram de dentro da própria Receita Estadual, foram repassados para a Secretaria Estadual da Fazenda e depois encaminhados ao governador.

O PSDB afirmou em nota que “refuta de forma veemente as declarações do auditor Luiz Antônio de Souza e informa, ainda, que Luiz Abi Antoun, nunca tratou de arrecadação para a campanha eleitoral”.

O partido ressalta que “todas as doações recebidas na campanha ocorreram dentro da legalidade, sendo registradas e atestadas pelo comitê financeiro”. As contas, diz o PSDB, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

O advogado de Luiz Abi Antoun não quis se pronunciar sobre a citação dele na delação. Já o de Márcio de Albuquerque Lima disse que não teve conhecimento dos novos depoimentos e que não irá se manifestar.

Operação Publicano
A Operação Publicano foi deflagrada em março. Durante dez meses, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigou um esquema de corrupção dentro da Receita Estadual em Londrina.

A Justiça aceitou as denúncias feitas pelo Ministério Público contra 62 pessoas acusadas no caso. O MP-PR denunciou o grupo por corrupção passiva, formação de organização criminosa, falso testemunho, falsidade ideológica e outros fatos criminosos.

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