Polícia apura se mulher de morto por zelador extorquiu dinheiro de suspeito Preso por crime em Perdizes disse à polícia que teve relação com viúva. Vendedora, que está grávida, deve ser ouvida novamente em delegacia.

Posted On 14/04/2015

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14/04/2015 15h37 – Atualizado em 14/04/2015 17h47

Polícia apura se mulher de morto por zelador extorquiu dinheiro de suspeito

Preso por crime em Perdizes disse à polícia que teve relação com viúva.
Vendedora, que está grávida, deve ser ouvida novamente em delegacia.

Kleber TomazDo G1 São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo apura se a mulher do motoboy Júlio César Galvão, de 25 anos, morto a tiros por um zelador na última quinta-feira (10) em Perdizes, na Zona Oeste, extorquiu dinheiro do suspeito com a ajuda do marido.

A investigação quer saber se a viúva Kátia Gonçalves de Queiroz, uma vendedora de 28 anos, e o marido dela cobraram R$ 542 do zelador Francisco da Costa Silva, de 31 anos, para não contarem à mulher dele sobre o suposto relacionamento extraconjugal.

Francisco contou à polícia que tinha um caso com Kátia e que Júlio descobriu, passando a exigir dinheiro do zelador para não revelar o romance à família dele. A polícia diz que a vendedora está grávida de três meses e será submetida a um exame de DNA para confirmar a paternidade. A mulher nega a gravidez e a extorsão (veja vídeo acima).

Na primeira vez que foi ouvida, segundo a polícia, Kátia falou que Júlio era o pai do filho que espera. Disse ainda que Francisco a assediava e contou isso ao marido para ele tomar satisfações. Na quinta-feira passada, o casal foi até o trabalho do zelador, que atirou no motoboy.

Apesar de, em tese, estar descartado envolvimento da vendedora no assassinato do motoboy, a polícia quis ouvi-la novamente. Ela esteve na delegacia nesta tarde.

“Quero saber se a Kátia teria participado da suposta extorsão”, disse ao G1 o delegado Lupércio Dimov, do 23º Distrito Policial (DP), em Perdizes, onde o caso é investigado.

O advogado de Kátia, Marcos André Torsani, afirmou na delegacia que a vendedora “é uma vítima também de todo esse ocorrido”. Ele negou a gravidez e a extorsão, mas não deu outros detalhes alegando que eles fazem parte “da vida íntima e particular” da testemunha.

Francisco, que está preso no 77º DP, Santa Cecília, e sua defesa não foram localizados pelo G1para falar do caso.

Em depoimento à polícia, Francisco disse ainda que mantinha relações sexuais com Kátia desde janeiro. O zelador confessou o crime, alegando que atirou no marido dela porque queria se defender e que o motoboy ameaçou contar o caso dele com a vendedora à sua mulher se ele não lhe desse dinheiro. Falou ainda que recebeu ameaças de morte de Júlio pelo celular.

O telefone do zelador foi apreendido. A perícia do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica vai analisar se nele estariam conversas de texto que comprovam o romance de Francisco com Kátia.

Primeiro depoimento
Quando falou a primeira vez à polícia, Kátia contou que trabalha numa loja de construção como vendedora e passou a receber mensagens em seu celular de Francisco. O zelador deu outra versão, citando até mesmo os motéis por onde passaram e fizeram sexo.

Diante disso, os investigadores querem saber se o filho que Kátia espera é mesmo de Júlio. Para isso, os exames da gravidez dela estão com a perícia do IC, que também realizará um teste genético para determinar quem é o pai do bebê.

Para a polícia, a morte do motoboy foi premeditada. Francisco ainda falou que comprou uma arma em uma feira de rua, por R$ 500, porque já teria sido ameaçado por Júlio. Ele então disparou seis vezes no marido de Kátia porque achou que ele também estivesse armado.

Dois tiros atingiram a vítima, no peito e no abdômen. O motoboy chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas, mas morreu durante o atendimento. Ele deixou uma filha de 12 anos.

Taxa de homicídios no bairro
Levantamento do Núcleo de Estudos da Violência da USP coloca a região entre as menos violentas da cidade. Em ranking com a taxa de homicídios por distrito de São Paulo no ano de 2013, o 23º Distrito Policial ocupa a 75ª posição entre as 93 delegacias da cidade. A taxa foi de 4,6 homicídios por 100 mil habitantes. Na Sé, primeira colocada no ranking, a taxa foi de 60,4 homicídios.

Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que, na área do 23º DP, houve três vítimas de homicídios dolosos em janeiro e fevereiro deste ano – os dados de março ainda não foram divulgados. No mesmo período do ano passado, foram duas vítimas. Em 2013, a delegacia não registrou nenhum homicídio doloso nos dois primeiros meses do ano.

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