Presos fazem agentes reféns e iniciam rebelião em Guarapuava Detentos iniciaram motim no fim da manhã desta segunda-feira (13), no PR. De acordo com a Seju, 12 agentes e 160 presos são feitos reféns.

Posted On 13/10/2014

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Presos fazem agentes reféns e iniciam rebelião em Guarapuava

Detentos iniciaram motim no fim da manhã desta segunda-feira (13), no PR.
De acordo com a Seju, 12 agentes e 160 presos são feitos reféns.

Detentos da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), na região central do Paraná, iniciaram uma rebelião no fim da manhã desta segunda-feira (13). Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) do Paraná e o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), 12 agentes penitenciários são feitos reféns. A princípio, a Seju havia informado que oito agentes penitenciários eram reféns. Entretanto, a informação foi atualizada às 16h.

Também por volta das 16h, a Seju informou ao G1 que 160 presos são reféns, além dos 12 agentes penitenciários. Ainda de acordo com a pasta, dez presos que participaram da rebelião em Cascavel, em agosto, que resultou na morte de cinco detentos, foram transferidos  para a Penitenciária Industrial de Guarapuava. A Seju não soube informar se, entre os rebelados de Guarapuava, estão os transferidos de Cascavel.

Conforme a Polícia Militar (PM), um agente ficou ferido e foi levado para a Urgência Municipal de Trianon. Segundo um agente penitenciário que está no local, mas que não é refém, um preso também ficou machucado depois de ser agredido por outros detentos. A polícia cercou o prédio, e os demais funcionários foram retirados do local. Ainda de acordo com a PM, presos quebraram alguns vidros da penitenciária e foram para cima do telhado – armados com tesouras, chaves de fenda e pedaços de madeira.

Segundo o diretor do Departamento de Execução Penal do Estado do Paraná (Depen), Cezinando Paredes, cerca de 160 detentos estavam um canteiro de trabalho, quando alguns deles aproveitaram para render os agentes penitenciários. A direção do Depen já saiu de Curitiba para Guarapuava e deve auxiliar nas negociações. Ainda não se sabe qual o motivo da rebelião e as reivindicações dos presos. A penitenciária abriga 240 presos e trabalha com um modelo em que os detentos podem estudar e trabalhar no local.

Polícia Militar cercou a área ao redor da Penitenciária Industrial de Guarapuava (Foto: Graziela Castilho/RPC TV)Polícia Militar fechou a área ao redor da Penitenciária Industrial de Guarapuava (Foto: Graziela Castilho/RPC TV)

Outras rebeliões
O ano de 2014 tem sido marcado por diversas rebeliões no Paraná. Em menos de um mês, cinco motins foram registrados. No fim de agosto, detentos da Penitenciária Estadual de Cascavel, no oeste do estado, fizeram um motim que durou 45 horas e deixou cinco pessoas mortas e muita destruição na unidade. O espaço não estava superlotado antes da rebelião, mas foi preciso transferir mais de 800 presos, devido à destruição das celas e corredores.

No dia 7 de setembro, foi a vez da Cadeia Pública de Guarapuava, quando 14 detentos renderam três agentes penitenciários. Eles exigiam a transferência de alguns dos presos, já que o local estava com superlotação. O pedido foi atendido e o motim se encerrou após nove horas.

Ainda houve a rebelião na Penitenciária de Cruzeiro do Oeste (Peco), no noroeste paranaense, no dia 10 de setembro. A unidade recebeu 124 detentos da Penitenciária de Cascavel, após o motim do fim de agosto. Mesmo assim, não havia superlotação. Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju), o presídio pode receber até 1.108 presos, mas abriga 844.

Nos dias 16 e 17 de setembro, presos da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba, realizaram uma rebelião por mais de 24 horas. Os presos renderam os funcionários enquanto eles serviam o café da manhã e dominaram duas galerias do presídio. Dois agentes penitenciários foram feitos reféns. Uma das reivindicações dos presos era de que fosse construído um muro para que os presos faccionados, que pertencem a facções criminosas, ficassem separados dos demais.

A Seju informou que a construção do muro era inviável, mas disse que reforçou a grade que separa os blocos. Os presos também receberam 50 colchões para repor os que tinham sido queimados na última rebelião, no dia 12 de setembro.

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