Palácio do Governo é atacado a tiros no sexto dia de violência em SC Leia mais em: http://zip.net/bypK3Z

Posted On 02/10/2014

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Renan Antunes de Oliveira
Do UOL, em Florianópolis

Dois homens em uma moto atiraram contra o Palácio do Governo de Santa Catarina, por volta de 2h desta quinta (2), sexto dia de ataques da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense) contra autoridades e ônibus no Estado. Três tiros acertaram a guarita da sede do governo, localizada no Centro Administrativo da rodovia SC-401. Não houve feridos, e os criminosos não foram identificados.

Os ataque acontece às vésperas da eleição estadual, que tem o atual governador, Raimundo Colombo (PSD), 59, candidato à reeleição, como líder nas pesquisas. Ele deve vencer no primeiro turno.

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Onda de violência em Santa Catarina144 fotos

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2.out.2014 – Um veículo foi incendiado dentro do pátio do Fórum da cidade de Camboriú no litoral norte de Santa Catarina. Ao menos 17 cidades foram alvos de ataques criminosos desde que começou na sexta-feira (26) uma onda de violência no Estado Leia mais Marcos Porto/Agência RBS/Estadão Conteúdo

Segundo dados da Polícia Militar, atualizados às 9h desta quinta, já são 52 ataques, em 20 cidades, e 17 ônibus incendiados desde a sexta (26). A violência cresce também no interior, e os ataques atingiram Blumenau, terceira maior cidade catarinense, que teve na noite de ontem seu primeiro ônibus incendiado.

O transporte coletivo noturno na Grande Florianópolis foi suspenso pelo quarto dia seguido, por medida de segurança, provocando caos pelas ruas das cidades. Em Criciúma, Tubarão e Joinville, os ônibus só circulam com escolta policial.

Desde o início da terceira onda de violência, a polícia prendeu 22 suspeitos e oito adolescentes. Dois homens foram mortos em confronto com a PM e um agente prisional aposentado foi assassinado por criminosos não identificados.

A maioria das autoridades não menciona diretamente o PGC pela autoria da onda de violência, mas a sigla é de uso corrente no dia a dia dos catarinenses. Depois de alguns dias de relutância, a Secretaria Estadual de Segurança confirmou que os novos ataques também estão sendo coordenados de dentro das cadeias pela facção.

Relembre as ondas de violência em SC
  • Como tudo começou

    O estopim foi o assassinato da agente penitenciária Deise Alves, mulher do diretor do presídio São Pedro de Alcântara, Carlos Alves. Após descobrir que a morte foi ordenada por líderes do PGC da unidade, o diretor espancou e torturou presos, que reagiram ordenando os ataques. Alves foi demitido pelo governador no quinto dia dos ataques, o que fez os ataques diminuírem até cessar.

  • O que aconteceu das outras vezes

    O PGC ordenou ataques em 2012 (58 incidentes, 27 ônibus incendiados, em 16 cidades) e 2013 (111 incidentes, 45 ônibus incendiados, em 36 cidades). Os líderes orientavam da cadeia os comparsas nas ruas numa tentativa de obter regalias. A segunda onda acabou após a Força Nacional de Segurança ocupar os presídios e transferir 40 líderes. 83 pessoas foram condenadas pelos ataques.

O secretário de Justiça, Sady Beck Junior, confirmou que o Estado vai transferir novamente dos presídios locais um número não revelado de novas lideranças do PGC, que foram relacionadas às ordens dos ataques.

O secretário de Segurança, César Grubba, vem afirmando que o grupo está mais ativo por conta de supostas vitórias da polícia sobre o crime.

Mas a juíza Alexandra Lorenzi, da Vara de Execuções Penais responsável pela penitenciária de São Pedro de Alcântara, disse em entrevistas que “a bagunça da cidade” é reflexo do “não atendimento pelo Governo do Estado de necessidades básicas dos presos”. De acordo com ela, “não estão dando os kits básicos de higiene, então muitos apenados que não têm visita dos familiares, ficam sem prestobarba, sabonete, sandália de dedo, em condições muito ruins”.

Ela disse ainda que “não se pode dizer que os presos são o lixo da sociedade e não pensar mais neles, porque estão aí e conseguem bagunçar a vida toda de uma cidade. Não adianta combater violência com violência. O índice de reincidência de São Pedro de Alcântara é 80%. Ou seja, de cada mil apenados, 800 voltam, é muito alto”.

Cidades de SC afetadas pela terceira onda de violência
  • Balneário Camboriú
  • Blumenau
  • Camboriú
  • Campos Novos
  • Chapecó
  • Criciúma
  • Florianópolis
  • Gaspar
  • Governador Celso Ramos
  • Guaramirim
  • Ituporanga
  • Joinville
  • Navegantes
  • Palhoça
  • Rincão
  • São Francisco do Sul
  • São José
  • Tijucas
  • Itajaí
  • Itapema

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