*Com informações de Régis Querino

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Em operação na Vila Baiana, chefe do tráfico foi preso

Um segundo suspeito de participação no assassinato do investigador da Delegacia de Homicídios de Diadema, Marcello Lepiscopo, 38 anos, está sendo procurado pela Polícia Civil. O acusado foi identificado por uma testemunha que o reconheceu por fotografia, porém não foi encontrado nesta sexta-feira em sua residência.

Segundo o delegado assistente da Delegacia Sede da Polícia Civil de Guarujá, Sérgio Lemos Nassur, antes do crime, a testemunha ouviu uma discussão entre o investigador e algumas pessoas. “Depois de ouvir barulho de agressões, ele viu o policial caído no chão, desfalecido”. Ainda conforme o delegado, essa testemunha teria visto o suspeito e um outro envolvido, capturado na última quinta-feira, levando o corpo do investigador morro acima.

Identificado como Caíque Martins Coelho, o Zulu, de 21 anos, foi preso no final da tarde de ontem (11) com outras duas pessoas, na Praia do Pernambuco, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar. Os três foram detidos quando tentavam fugir em dois carros junto com alguns familiares.

Entre os presos está o chefe do tráfico de drogas no Morro da Vila Baiana, Jaílson de Lira Almeida, o Dogun, 36 anos. Um terceiro suspeito, preso na quinta-feira com Dogun e Zulu, foi liberado nesta sexta-feira (12) por não ter passagem nem conexão com o crime. Investigações preliminares também não apontam para a participação de Dogun no assassinato do investigador.

A prisão de Dogun faz parte da Operação Capivara, deflagrada em outubro do ano passado, e que já capturou 18 membros da quadrilha que comanda o tráfico no morro. Dogun, que tinha mandado de prisão preventiva desde dezembro de 2013, já cumpriu pena por roubo, homicídio e tráfico de drogas. Ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de São Vicente.

O caso

O homicídio de Marcello Lepiscopo desencadeou uma grande operação policial em Guarujá. O corpo do policial, desaparecido desde o dia 5 passado, tinha marcas de tiros no peito e na cabeça e foi encontrado pela equipe do delegado Cláudio Rossi após uma denúncia anônima.

O investigador estava com as mãos amarradas e o cadáver foi enterrado em uma cova com 1,10 metro de profundidade num local de difícil acesso no Morro da Vila Baiana.

Marcello Lepiscopo não estava em serviço quando foi morto e teria subido o morro desarmado e sozinho. O motivo da presença do investigador na Vila Baiana vai ser apurado dentro do inquérito policial.