A polícia já tem informações sobre a execução a tiros de fuzil e de pistola do investigador Evandir Pedro de Alcântara, de 53 anos, da Delegacia de Praia Grande. O assassinato ocorreu no domingo e, segundo o delegado titular da Cidade, Aloízio Pires de Araújo, desde então, policiais de todas as unidades do Município investigam o assassinato do colega, contando ainda com o apoio de agentes de delegacias especializadas.

Ainda de acordo com a autoridade policial, as informações ainda estão sendo apuradas para se chegar à autoria e à motivação do crime. Evandir foi eliminado em um bar na Rua Otacília da Luz Brasil, na Vila Mirim, próximo à sua casa. O sepultamento acontece nesta terça-feira, às 10 horas, no Cemitério Morada da Grande Planície, em Praia Grande.

O policial foi morto logo após chegar de carro ao bar e sentar-se sozinho a uma mesa na calçada. Um Volkswagen Fox prata parou no local e dele desembarcaram dois homens, que dispararam no investigador sem lhe possibilitar qualquer chance de defesa.

Pelo menos cinco disparos atingiram Evandir e os criminosos fugiram no carro. Não demorou muito, um Fox foi encontrado em chamas na Estrada de Paratinga, em São Vicente. Como o veículo ficou totalmente queimado, não foi possível saber a sua cor e emplacamento. Porém, ao que tudo indica, ele é o mesmo automóvel utilizado na execução.

Munições

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local em cerca de cinco minutos, mas Evandir já estava morto. Peritos recolheram no local cartuchos deflagrados de calibre 556 (fuzil AR-15) e de pistola 380. A maioria dos tiros atingiu a vítima na região torácica.

De acordo com a maioria das informações sobre o crime, Evandir foi morto por determinação de lideranças da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e a sua escolha ocorreu de modo aleatório, levando-se em conta o critério de oportunidade.

O assassinato trouxe um clima de apreensão aos policiais civis da região. Por residir perto do bar onde foi abatido, Evandir costumava frequentá-lo. Nesse caso, essa rotina seria do conhecimento dos matadores, que não tiveram dificuldades para surpreender o investigador. O policial civil portava uma pistola calibre 45, mas sequer teve tempo de sacá-la.

Com mais de 25 anos de carreira, Evandir era casado e teve dois filhos, um dos quais já falecido.

Evandir Pedro de Alcântara morreu após ser atingido por cinco tiros de fuzil. Crime aconteceu neste domingo (6), em frente a um bar em Praia Grande

 

Criminosos - O investigador trabalhava na Delegacia Sede de Praia Grande e estava de folga no momento do crime. (Foto: Saulo Araujo / Praia Grandi Mil Grau)

A polícia continua investigando a morte do investigador Evandir Pedro de Alcântara, executado na noite deste domingo (6) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Uma testemunha, que preferiu não se identificar, disse que os criminosos chegaram a se esconder dentro da casa de moradores momentos após o crime. Até o momento, ninguém foi preso.
As primeiras informações da polícia reveleram que o investigador estava dentro do próprio carro, na rua Otacília da Luz Brasil, próximo ao Bar do Sargento, no bairro Vila Mirim, quando foi executado com cinco tiros de fuzil. Mas, após averiguação, foi confirmado que o policial civil chegou em um bar e sentou em uma das cadeiras do local. Ele pediu um maço de cigarros e, logo depois, um carro prata estacionou na rua. Dois homens sairam do veículo e atiraram na direção do investigador. Evandir foi atingido por cinco disparos e morreu na hora.

 

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O investigador trabalhava na Delegacia Sede de Praia Grande e estava de folga no momento do crime. Ainda de acordo com as informações da polícia, ele estava sozinho no bar. Ao lado do corpo de Evandir, também estava uma garrafa de cerveja.

 

Criminosos - Investigador foi morto em bar, em Praia Grande (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Uma pessoa, que não quis se identificar, contou que os criminosos entraram na casa de uma moradora, que fica em frente ao bar. “Eu perguntei o que aconteceu. Ela disse que uns ‘caras’ estavam passando e ela estava com as crianças na porta. Eles mandaram entrar e falaram que ‘o bicho ia pegar’, mandaram deixar o portão aberto. Ela deixou o portão aberto, entrou com as crianças e só escutou os tiros. Depois os ‘caras’ foram na casa dela, entraram, esperaram a muvuca e, quando encheu de gente, eles sairam”, contou.
A Polícia continua investigando a execução do policial e recolhe depoimentos e informações que possam levar aos criminosos. Até o momento, porém, ninguém foi detido.