PMs envolvidos em operação com morte têm prisão decretada em SP Família acredita que rapaz foi executado pelos policiais na Zona Sul de SP. Vídeo foi feito com celular durante ação no Grajaú no último dia 12.

Posted On 30/05/2014

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30/05/2014 19h18 – Atualizado em 30/05/2014 20h37

PMs envolvidos em operação com morte têm prisão decretada em SP

Família acredita que rapaz foi executado pelos policiais na Zona Sul de SP.
Vídeo foi feito com celular durante ação no Grajaú no último dia 12.

Do G1 São Paulo

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) pediu e a Justiça decretou a prisão temporária, por 15 dias, de dois policiais militares envolvidos na operação ocorrida em 12 de maio que terminou com a morte de um suspeito de roubo em São Paulo. A ação foi filmada por uma testemunha a pedido da própria vítima, que sabia que ia morrer, informou o SPTV.

O vídeo gravado com celular em uma rua no bairro do Grajaú, na Zona Sul, deixou cheia de dúvidas a família do homem morto. Na ocasião, a polícia estava perseguindo um carro roubado. Na fuga, o motorista bateu no portão de uma casa, e três homens que estavam no veículo saíram correndo.

As imagens mostram Natanael da Conceição sendo parado por um policial militar e tentando escapar da prisão sem carregar nenhuma arma nas mãos. Ao registrar o boletim de ocorrência, porém, os agentes disseram que atiraram porque o homem tinha uma arma e teria esboçado uma reação.

O soldado Uilian Lougati e o cabo Marco Túlio Prates, que participavam da operação, informaram no boletim de ocorrência que prenderam um suspeito, que outro fugiu e que um terceiro – Natanael, também conhecido como Neguinho – teria resistido à prisão. A defesa dos policiais não foi encontrada.

Parentes de Natanael, que não quiseram ter os nomes divulgados na reportagem, disseram acreditar que o rapaz foi executado pelos policiais. “A gente não acredita na versão oficial, a gente quer respostas, justiça e saber o que realmente aconteceu ali naquele lugar”, afirmou uma das familiares. A mulher destacou que Natanael tinha família, filhos e pessoas que o amavam e que o queriam, mesmo com seus “defeitos”.

Testemunha gravou tudo
No vídeo, o homem pede que uma testemunha que se encontra perto da abordagem filme tudo. Natanael ainda tenta escapar, e as imagens revelam que ele não tinha nada nas mãos. Em seguida, aparece um policial com uma arma. Ele tenta cercar Natanael, que corre de novo. Então, ouve-se um barulho parecido com um tiro.

A pessoa que está filmando corre e entra em um lugar escuro. É quando dá para ouvir outro estampido.

Segundo relato de testemunhas, Natanael a todo momento oferecia as mãos para que fosse levado preso. As mesmas pessoas também afirmaram que ele tinha medo de ser morto. “O policial deu um tiro na perna dele para ele parar de correr. Só que aí ele parou. O policial parou, ficou segurando ele na viela e falando que ia matá-lo.”

No boletim de ocorrência, os policiais disseram que Natanael lutou com o soldado Lougati. Foi quando o cabo Túlio chegou e também mandou o homem se entregar. O rapaz teria sacado uma arma para se proteger, e os policiais dispararam oito tiros contra ele.

Uma testemunha declarou que Natanael estava desarmado e que chegou a usá-la como escudo. “Ele falava: ‘Amiga, não sai daqui, pelo amor de Deus, amiga, ele vai me matar, ele não quer me prender, ele quer me matar'”, contou. A mulher, que também não quis ter o nome divulgado, relatou que viu o policial executar Natanael. Ela chegou a guardar uma cápsula e disse que os policiais teriam mudado a cena do crime.

Em nota, a Polícia Militar informou que vai analisar o vídeo para depois se posicionar. A nota também diz que a corporação não admite desvios de conduta de seus homens e que todos os casos são rigorosamente investigados quando há algum fundamento.

Os dois policiais foram afastados do trabalho nas ruas. Nesta sexta, a Corregedoria da PM fez uma reconstituição comparando a versão dos policiais com as imagens. A Ouvidoria das polícias disse que o caso tem fortes indícios de execução e já pediu ao Ministério Público que um promotor acompanhe o inquérito policial e as investigações.

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