Força Tática da PM tira agentes de CDP ‘no braço’

Posted On 20/03/2014

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Agentes sentados em greve para bloquear a abertura do portão resistiram pacificamente à retirada

Foto: Cecilia Polycarpo/ AAN
Agentes sentados resistiram pacificamente à retirada
Raquel Valli
Cecilia Cebalho

O delegado titular de Sumaré, Peterson Tadeu de Melo, deu voz de prisão a cinco carcereiros na tarde desta quinta-feira (20) no Centro de Detenção Provisória (CDP) Campinas-Hortolândia. Os agentes penitenciários estão em greve há 11 dias. A paralisação tentou impedir a entrada e saída dos presos, inclusive dos que têm audiências marcadas na Justiça. Desde o começo da greve, cerca de 150 audiências foram canceladas em Campinas, informou o juiz da 3ª Vara Criminal, Nelson Bernardes.

Vinte cinco agentes, que estavam cuidando dos presos dentro da cadeia hoje, saíram da unidade, deixando os detentos com apenas três carcereiros no começo da tarde desta quinta-feira (20). Quarenta carcereiros é o número de agentes necessário, mas só havia 25 dentro da cadeia devido à greve.

A saída dos 25 é um protesto contra a ação do governo estadual, que mandou a polícia furar a greve nesta manhã. A Força Tática da Polícia Militar retirou literalmente no braço os carcereiros que estavam sentados em frente ao portão do CDP, bloqueando o acesso.

Depois da retirada, o portão foi aberto e viaturas da PM entraram na cadeia levando 100 detentos para o CDP. Os cerca de 20 agentes sentados resistiram à retirada, mas pacificamente. Já os presos foram levados em três levas: na primeira foram 29, na segunda, 30, e, na terceira, 41.

Eles passaram pela portaria, mas não conseguiram entrar nos pavihões. Foram barrados pelos carcereiros e permanecem no pátio, nas viaturas. Os 59 primeiros que entraram no pátio são oriundos do 2° DP de Campinas. Já os 41 restantes, de Itapira.

Só por volta das 14h30 é que a primeira leva saiu das viaturas para entrar nos pavilhões. Os demais permaneciam dentro dos carros.

Sem acordo

Em visita a Campinas hoje, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que atendeu três de quatro reivindicações do grevistas, não informando, entretanto quais seriam elas. Na terça-feira (18), afirmou que não negocia com os grevistas enquanto a greve não for encerrada.

A categoria reivindica, entre outros aspectos, 20% de reajuste salarial, para cobrir a inflação, mais 5% de aumento real.

O atendimento das reivindicações é questionado pelos grevistas. “Não é mais fácil o governador negociar conosco? Não seria mais democrático? Ele defende a democracia, mas é um ditador. Não quer negociar. E, então, o que ele faz? Coloca a polícia contra a polícia”, afirmou o diretor regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Carlos Rufino.

De acordo com o sindicalista, os serviços essenciais estavam sendo realizados antes da retirada dos agentes sentados. Ainda segundo Rufino, cerca de 700 carcereiros estão em greve.

O major Arquimedes de Souza, do 48° Batalhão de Sumaré, que comanda a ação da PM em frente ao CDP, ainda não falou com a imprensa.

Alckimin relembrou que a decisão da Justiça, que estipula multa de R$ 100 mil por dia de paralisação e por unidade prisional, aos sindicatos. Entretanto, segundo Rufino, os três sindicatos da categoria já deixaram a greve por este motivo. Desde terça-feira, a paralisação está sendo feita pelos próprios carcereiros independentemente de vinculação sindicalista.

“Espero que o bom senso prevaleça e que a greve termine hoje”, disse o governador.

Veja também
Força Tática da Polícia Militar (PM) chega ao CPD de Hortolândia para furar a greve dos agentes penitenciários
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