Casal preso em protesto em SP é indiciado na Lei de Segurança Nacional

Posted On 08/10/2013

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Um casal de namorados nascido em Mogi-Guaçu (a 164 km de São Paulo), que protestava na noite de segunda-feira (7), foi indiciado com base na Lei de Segurança Nacional, algo raro desde o fim do regime militar. Outros três homens continuavam presos e um adolescente apreendido no início da noite de hoje após um dos mais violentos protestos desde junho.

A estudante de moda Luana Bernardo Lopes, 19, e o pintor e artista plástico Humberto Caporalli, 24, foram enquadrados no texto que prevê pena de três a dez anos a quem “praticar sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações, estaleiros, portos, aeroportos”, entre outros. O crime é inafiançável.

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O casal, segundo a polícia, carregava quatro latas de spray, uma bomba de gás lacrimogêneo “aparentemente utilizada” e uma cartilha de como se portar em protestos.

Segundo três policiais registraram em boletim de ocorrência, eles picharam prédios públicos, incitaram a violência e ajudaram um grupo a virar um carro da Polícia Civil. O delegado usou imagens de uma câmera fotográfica apreendida com os dois no inquérito.

Protesto em São Paulo

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Eduardo Anizelli/Folhapress

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O advogado do casal nega todas acusações da polícia. Geraldo Santamaria Neto, que defende Caporalli, faz parte do grupo Advogados Ativistas, e afirmou que vai pedir a liberdade provisória dos suspeitos.

“Eles se refugiaram em um bar e foram abordados pela polícia quando seguiam para o metrô, a caminho de casa.” A defesa disse ainda que Humberto não pichou nada nem foi violento no ato.

O perfil de Luana no Facebook revela uma garota de gostos diversos. O livro “O Pequeno Príncipe” é citado como um dos seus preferidos.

Ela também “curte” bandas punk e uma música do baiano Gilberto Gil, “Realce”, “pra acordar dançando pela casa”.

Aos 24 anos, o namorado, “Humberto Baderna”, primeiro grau completo, usa um apelido no Facebook com referência à anarquista italiana Marietta Baderna (1828-1870), que se exilou no Brasil alegando perseguição política.

A página de Humberto na rede social é repleta de imagens contra a ação da polícia, o nazismo e a “manipulação” da mídia. Ele cultiva penteado punk e diz gostar de cinema, natureza, skate e álcool.

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