Ameaça a autoridades leva Rota ao interior Tropa de elite foi enviada para a região de Presidente Venceslau por suspeita de ataques contra promotores e juízes

Posted On 25/06/2013

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PMs já fizeram duas incursões em presídios onde chefes de uma facção criminosa cumprem pena

AFONSO BENITESENVIADO ESPECIAL A PRESIDENTE PRUDENTE E PRESIDENTE VENCESLAUJOSMAR JOZINODO “AGORA”

Ameaças a autoridades feitas por uma facção criminosa levaram a Rota, tropa de elite da PM, a enviar quase 80 homens para a região oeste do Estado de São Paulo.

Os policiais estão desde o dia 22 de maio fazendo rondas nas cidades de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Presidente Bernardes e outras das redondezas.

Nesses municípios está presa a cúpula da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Desde que chegou à região, a Rota fez ao menos duas incursões em presídios usando inclusive um dos helicópteros da PM. Na penitenciária 2, de Venceslau, a aeronave sobrevoou as celas dos criminosos apontados como principais chefes da facção.

Nesse mesmo presídio, quase 50 homens da Rota entraram portando armas de grosso calibre como forma de intimidar os detentos.

DROGA APREENDIDA

Investigações mostraram que membros do Ministério Público, do Judiciário, da PM e diretores de penitenciárias poderiam ser vítimas de atentados praticados por criminosos vinculados ao grupo.

A informação foi confirmada por oficiais da PM, agentes penitenciários e membros do Judiciário. Nenhum deles quis ter seu nome divulgado, por temer punição por superiores ou se tornar o próximo da lista da facção.

Folha apurou que as intimidações aumentaram depois de várias ações que causaram prejuízo financeiro à facção. Entre elas estão as descobertas de três depósitos nos quais membros da facção ou fornecedores deles escondiam parte da droga comercializada pela organização criminosa no Estado.

Entre março e maio, operações da PM e da Polícia Federal encontraram esconderijos subterrâneos em chácaras de Juquitiba e Piracicaba e em um galpão na Mooca, na zona leste da capital.

Nas três operações foi apreendida pouco mais de uma tonelada de cocaína (refinada e em pasta base), além de 80 kg de crack, 10 kg de maconha e um arsenal composto por 22 armas, entre fuzis, submetralhadoras, pistolas e espingardas.

A estimativa é que o prejuízo da organização criminosa nessas três ações tenha ultrapassado os R$ 2 milhões.

Criada para atuar em todo o Estado, a Rota costuma agir principalmente na região metropolitana –a base fica em São Paulo. Seus deslocamentos para outras regiões ocorrem em momentos de crise. Raramente ela atua dentro de presídios, que possuem equipes especializadas na contenção de distúrbios.

A última vez que a tropa de elite esteve na região oeste do Estado foi nas vésperas da eleição de 2010, quando houve ameaça de ataques. Na ocasião, a tropa se fixou em Prudente por quatro meses.

Além das ações nos presídios, a Rota tem feito revistas e bloqueios em várias partes das cidades e das rodovias.

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