Em quatro meses, PCC movimentou R$ 3 milhões em MS, diz polícia Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2013/05/24/em-quatro-meses-pcc-movimentou-r-3-milhoes-em-ms-diz-policia.htm

Posted On 24/05/2013

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Em quatro meses, PCC movimentou R$ 3 milhões em MS, diz polícia

 

Do UOL, em Campo Grande

Em apenas quatro meses, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) –facção criminosa criada em São Paulo– movimentaram cerca de R$ 3 milhões em Mato Grosso do Sul.

Foi o que identificou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na análise de cerca de 140 contas bancárias, algumas delas abertas em nome de laranjas e até mesmo de empresas.

As contas foram bloqueadas e o dinheiro, sequestrado pela justiça. Segundo o promotor que coordena o Gaeco em MS, Marcos Alex Vera de Oliveira, parte do montante arrecadado pelos criminosos era remetida para São Paulo, para financiar a organização.

A Operação Blecaute, deflagrada nesta sexta-feira (24), terminou com o cumprimento de 43 mandados de prisão em Campo Grande e outras cinco cidades do interior do Estado. Dez pessoas ainda estão foragidas.

Grande parte dos acusados já cumpria pena e, de dentro dos presídios, comandava as ações criminosas da facção. Durante a manhã, eles foram levados de ônibus para o Instituto Médico Legal e, depois de passarem por exame de corpo de delito, foram transferidos para outras unidades.

Vinte e cinco detentos, considerados de alta periculosidade, foram para o presídio federal de Campo Grande. Entre eles está Carlos Eduardo Romualdo, o Talismã, apontado como um dos líderes do PCC.

O setor de inteligência do Ministério Público localizou o criminoso escondido em Aparecida de Goiânia (GO) e, posteriormente, na grande São Paulo. Preso, ele foi transferido para Campo Grande no último dia 30 de abril.

De acordo com as investigações, Carlos Eduardo tinha sete mandados de prisão em aberto e era responsável por “insuflar” os integrantes da facção a cometer crimes.

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Advogada do crime

Entre as pessoas presas nesta manhã, está uma advogada. Além de atuar como defensora dos integrantes da facção, ela é acusada de auxiliar na ocultação e alteração de cenas de crimes e de retransmitir ordens da organização para criminosos que atuam fora dos presídios.

O coordenador do Gaeco afirmou que há indícios de que a advogada participasse da chamada “Sintonia dos Gravatas”, uma espécie de departamento jurídico do PCC. Ela tinha uma cota de detentos a serem atendidos e era obrigada a enviar relatórios periódicos aos líderes da facção.

Tribunais

Anotações recolhidas durante a operação revelam a realização de pelo menos três julgamentos dos próprios integrantes da organização. São os chamados “tribunais do crime”, em que os membros são julgados por quatro líderes por traição ou deslealdade à facção.

Um detento de Três Lagoas (MS) foi julgado pelo tribunal e recebeu o veredicto “xeque-mate”, quando é condenado à morte. Ele foi asfixiado dentro da cela e, em seguida, recebeu uma alta dose de pasta base de cocaína introduzida pela garganta com um tubo de caneta. A causa da morte foi overdose.

Também chamou a atenção o assassinato de uma senhora, conhecida como “Dama do Crime”. Ela foi morta por deslealdade ao grupo. Ao ser “batizado” na facção, o filho dela escreveu uma carta em que dizia concordar com os motivos que levaram ao assassinato da própria mãe.

Mapa

De acordo com o promotor responsável pela operação, foi possível mapear a atuação do PCC em Mato Grosso do Sul.

Foram identificados 328 integrantes da facção criminosa no Estado. Marcos Alex diz que há colaboradores da organização em todo o território brasileiro, além do Paraguai, Bolívia e Peru.

O levantamento de recursos, segundo as investigações, é feito por meio de rifas vendidas pelos associados e de mensalidades de R$ 400, chamadas de “cebolas”.

Quem deixa de pagar tem o nome incluído em um livro negro e pode sofrer penalidades, incluindo a sentença de morte.

A atuação bem definida de cada integrante também foi identificada. O “geral do paiol” é o responsável pela guarda do armamento. O “tabuleiro” tem as listas de endereços com os alvos da organização. Já o “geral do Estado” faz o elo entre o eixo central da facção, em São Paulo, e os outros Estados.

A operação foi desencadeada a partir das investigações de crimes atribuídos à facção criminosa, entre eles a morte do policial militar aposentado Otacílio Pereira de Oliveira, 60, em março deste ano, na cidade de Três Lagoas (MS).

Com as investigações, o Gaeco garante ter frustrado pelo menos três atentados que teriam como alvo policiais ou agentes penitenciários de Campo Grande, Corumbá e Paranaíba.

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  1. Lucas Saqueto

    Será que você poderia responder meu email?

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