Seis PMs são presos por morte de jovem; crime seria causa de ataques a ônibus em SP

Posted On 10/12/2012

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Seis policiais militares –sendo três soldados, um cabo, um sargento e um tenente–, de duas equipes da Força Tática, foram presos na tarde deste domingo (9) sob suspeita de terem participado da morte de um jovem de 17 anos durante a madrugada na zona norte de São Paulo. A morte do adolescente, Maicon Rodrigues, teria motivado os ataques a dois ônibus no Jardim Brasil, que foram queimados entre a madrugada e a manhã deste domingo e deixaram duas pessoas carbonizadas.

Polícia detém sete suspeitos de queimar ônibus

Segundo a polícia, a morte do rapaz foi apresentada pelos PMs como resistência seguida de morte, mas após o depoimento de testemunhas, o DHPP (Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa) concluiu que Rodrigues foi assassinado.

As testemunhas afirmam que Rodrigues e Waltherney Marques da Silva, que foram abordados pelos policiais na rua rua Basílio Alves Morango, por volta da 1h30, saíram do carro com as duas mãos para cima sem reagirem. Uma das testemunhas diz que viu Rodrigues sendo morto.

Após a conclusão do DHPP, a Corregedoria da PM foi acionada e prendeu os policiais, que devem responder por homicídio doloso. Se a participação deles for comprovada, eles devem ser processados criminalmente e serão expulsos da corporação, de acordo com a polícia.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou que “não compactua com desvios de conduta por parte de seus policiais”.

ÔNIBUS

Cerca de três horas depois da morte do rapaz, um grupo parou um ônibus da viação Sambaíba, que estava na praça Erotides de Campos com a rua Basílio Alves Morango, e de acordo com a SPTrans fazia o trajeto da linha 2182 (Jardim Brasil-praça do Correio), ordenando que todos descessem.

O motorista e o cobrador pediram para que os ocupantes deixassem o veículo, antes que os suspeitos colocassem fogo. Dois passageiros porém –um deles dormindo– ficaram no ônibus e foram atingidos pelas chamas. Eles morreram carbonizados no local. Os nomes ainda não foram confirmados.

Por volta das 11h, outro grupo ateou fogo em outro ônibus da viação Sambaíba na rua Capítão Alcook. O veículo estava parado sem passageiros porque o motorista e o cobrador estavam almoçando. Policiais da Força Tática foram acionados.

Seis suspeitos foram detidos por envolvimento no primeiro crime e uma sétima pessoa foi detida por participar do segundo incêndio.

Os suspeitos, cujas identidades não foram reveladas, teriam sinais de queimaduras pelo corpo e foram levados a hospitais. O delegado-geral, Luiz Maurício Blazeck, empossado há cerca de quinze dias, se reuniu durante a tarde deste domingo no 73º DP (Jaçanã) com integrantes da delegacia e policiais DHPP (Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa) e do GOE (Grupo de Operações Especiais), para esclarecer os detalhes dos crimes.

Mais cedo, a Polícia Militar considerou “precipitado” estabelecer uma relação direta entre a morte do jovem e os incêndios. Entretanto, a corporação informou que tem feito um trabalho intensivo na região, sobretudo de combate ao tráfico de drogas.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, os ataques teriam sido ordenados pelo tráfico.

CANAIS

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